sábado, 5 de dezembro de 2015

MARÍLIA PÊRA MORRE EM SUA CASA NO RIO

Morre aos 72 anos a atriz Marília Pêra

Do UOL, em São Paulo
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A atriz Marília Pêra morreu às 6h deste sábado (5), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A atriz se tratou recentemente de um desgaste ósseo na região lombar, que a fez se afastar da TV e dos palcos por um ano. Segundo informações divulgadas pela GloboNews, Marília lutava contra o câncer, que atingia ossos e pulmão. 
Ex-cunhado de Marília Pêra, o produtor e compositor Guto Graça Mello – irmão de Paulo Graça Mello, primeiro marido da atriz – recebeu a notícia da morte da atriz às 7h deste sábado pelo filho dela, Ricardo Graça Mello. "Ele mal conseguia falar, só disse: 'Tio, minha mãe morreu, eu não estou aguentando", contou Guto.
 
Ele lembrou que Marília já estava muito doente havia bastante tempo, e ele e a mulher, Sylvia Massari, acompanhavam a evolução do quadro de saúde dela. "Tentamos fazer alguma coisa, mas ela não estava querendo ver ninguém", afirmou.
Além de atuar, Marília era cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa. Ao longo de sua carreira, fez mais de 50 peças de teatro, 30 filmes e 40 novelas, programas de TV e minisséries, a última delas "Pé na Cova", de Miguel Falabella, na Rede Globo.
Recentemente, a jornalista Hildegard Angel noticiou em seu blog que Marília estava com câncer. De acordo com ela, a saúde da atriz inspirava "cuidados extremos" e estava respirando com ajuda de um balão de oxigênio. A informação foi negada por familiares, que admitiram apenas que Marília estaria se recuperando em casa de um desgaste no fêmur, doença que a afastou do seriado "Pé na Cova", em 2014.
Marília retornou ao seriado "Pé na Cova" este ano e atualmente dirigia um espetáculo teatral sobre a atriz americana Marilyn Monroe, interpretada por Danielle Winits.
Lenise Pinheiro/Folhapress
Marília Pêra como Coco Chanel
Dama do teatro brasileiro
Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília Pêra pisou no palco de um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais. Dos 14 aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, uma versão de "My Fair Lady" protagonizado por Bibi Ferreira em 1962. Fez 28 filmes, entre novelas e minissérie foram 38, mas foi no teatro sua maior produção na carreira: aproximadamente 56 espetáculos, entre dramas, comédias e musicais.
Famosa por suas interpretações de personalidades como a soprano Maria Callas, a cantora Dalva de Oliveira e a estilista Coco Chanel no teatro, Marília se especializou no papel de Carmem Miranda, a quem interpretou cinco vezes.
A primeira foi em "O Teu Cabelo Não Nega" (1963), uma biografia de Lamartine Babo. Depois no espetáculo "A Pequena Notável" (1966); "A Tribute to Carmen Miranda", no Lincoln Center, em Nova York (1975), dirigido por Nelson Motta (que também foi seu marido); "A Pêra da Carmem", em 1986 e em 1995; e o musical "Marília Pêra canta Carmen Miranda" (2005), dirigido por Maurício Sherman.
Sua interpretação de "Mademoiselle Chanel" também foi muito elogiada pela crítica, inclusive a francesa. A atriz se apresentou em Paris de 24 de junho a 2 de julho de 2005 e, segundo reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo", foi aplaudida de pé pelos parisienses em todas suas apresentações, em português com legenda em francês.
Seus dotes de cantora também eram notáveis fora do teatro musical. Em 1964, Marília derrotou ninguém menos que Elis Regina em um teste para o musical "Como Vencer na Vida sem Fazer Força". "Minha voz não era melhor do que a da Elis, mas eu tinha experiência. No mundo, nunca vi ninguém cantando como ela."
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Veja imagens da vida e da carreira de Marília Pêra35 fotos

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11.ago.2015 - Marília Pêra recebe o troféu Oscarito, pelo conjunto de sua carreira, no Festival de Gramado Edison Vara/Agência Pressphoto
TV e cinema
Marília Pêra estreou na TV em 1965, na novela "A Moreninha". No entanto, seu primeiro grande sucesso na teledramaturgia foi "Beto Rockefeller" (1968), em que contracenou com o ator Luís Gustavo. Seus papeis de maior destaque depois disso foram nas comédias do horário das 19h.
O primeiro deles foi Rafaela Alvaray, em "Brega & Chique", trama de Cassiano Gabus Mendes que foi ao ar em 1987. No folhetim, Marília interpretava uma perua que, após a morte do marido, tem de abdicar do luxo e viver em um subúrbio vendendo marmitas.
Três anos depois, de volta ao horário das 19h como protagonista de "Lua Cheia de Amor", no papel de Genu, uma feirante que batalha para dar aos filhos todas as oportunidades que não teve, mas que sofre com o desprezo deles, já que também é bastante simplória. Em 2006, volta em "Cobras & Lagartos", de João Emanoel Carneiro, no papel de Milu, uma trambiqueira.
O mais recente trabalho de Marília na TV foi como a perua Darlene, a ex-mulher de Ruço (Miguel Falabella) no seriado "Pé Na Cova". A parceria com o ator e diretor começou em 2010, com a série "A Vida Alheia", em que Marília interpretava Catarina Faissol, a implacável dona de uma revista de celebridades homônima. Um ano depois, ela interpretou a vilã Maruschka, na novela "Aquele Beijo", também escrita por Falabella. Em 2013, os dois contracenaram no musical "Alô, Dolly", que foi um grande sucesso de público.
Embora tenha tido uma carreira bastante prolífica no cinema nacional (fez cerca de 30 filmes), seus trabalhos mais marcantes foram "Tieta do Agreste", em que interpretava a amargurada Perpétua; "Central do Brasil", que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1998; e o aclamado "Pixote: a Lei do Mais Fraco", do diretor Hector Babenco.
Fora do palco Marília Pêra se casou pela primeira vez aos 17 anos, com o primeiro homem a beijá-la, o músico Paulo da Graça Mello, morto num acidente de carro em 1969. Da união, nasceu o também ator Ricardo Graça Mello, com quem Marília contracenou em "Pé na Cova". Mais tarde, foi casada com o ator Paulo Villaça, parceiro em "Fala Baixo Senão Eu Grito", e com Nelson Motta, com quem teve as filhas Esperança e Nina.
Nos anos 1960, chegou a ser presa durante a apresentação da peça "Roda Viva" (1968), de Chico Buarque, e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Considerada comunista, foi presa uma segunda vez quando policias invadiram sua residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete anos, que dormia. Em 1989, no entanto, declarou na TV seu apoio ao então candidato Fernando Collor de Melo.
Sobre a morte, em entrevista ao jornal "O Globo", em dezembro de 2012, falou sobre como a perda de seus amigos a deixava impressionada. "A morte... Uma coisa tem me abalado muitíssimo no último mês. (...) Essa coisa louca que foi morrer Marcos Paulo e Alcione Araújo. Vou para o cemitério, vejo meus amigos naqueles caixões, depois vou para "Pé na Cova", em que eu e Miguel somos donos de uma funerária. Havia cenas com caixões, os figurantes deitados, e a gente ali, com aquele texto iconoclasta falando dos mortos. É uma consciência da presença da morte, muita tristeza por causa dos amigos, mas com muito bom humor por causa do Miguel. Uma loucura. Mas é interessante."
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Relembre alguns personagens de Marília Pêra na televisão25 fotos

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2013 - Marília Pêra interpreta Darlene no seriado "Pé na Cova" TV Globo/Divulgação

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COMENTÁRIOS 177

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  1. Avatar de MariaCidinha

    MariaCidinha

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    Uma atriz completa e que vai deixar saudades. Só uma correção Pixote concorreu ao Globo de Ouro em 1982 e não 1968.
    1. Avatar de Luiz Emboabas

      Luiz Emboabas

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      Gostava dela... Aliás gosto!
  2. Avatar de PW2012

    PW2012

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    Enquanto no Brasil CANCER for falado como “Aquela Doença” e o preconceito imperar NÃO CONSCIENTIZA AO PÚBLICO EM GERAL A SE CUIDAR. Marília estava doente há anos com CA nos pulmões e, já doente, há 5 anos - numa entrevista a uma revista - disse que achava o máximo ter 48kg. Enfim, ela morre de metástase óssea, mas perdeu a oportunidade de como Derci Gonçalves alertar as pessoas sobre a doença e como tratar-se! Que descanse em paz e conforto a família.
    1. Avatar de Ana 3

      Ana 3

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      até depois de morto as pessoas julgam as outras,me poupe
    2. Avatar de SACANESIO

      SACANESIO

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      Até o momento graças a Deus não tenho esta doença ou pelo menos não sei se tenho, mas respeito muito os que tem, as pessoas não tem que ser como receita de bolo, cada um deve tratar a sua doença da forma que melhor achar, a privacidade das pessoas tem que ser respeitado em todos os aspectos, quem tem sua vida um livro aberto, respeito e quem tem a sua vida particular privado, também temos que respeitar, Derci era Derci, Marília era Marília, cada um no teu cada um, quem tem que CONSCIENTIZAR AO PUBLICO EM GERAL A SE CUIDAR é o MINISTÉRIO DA SAÚDE E AS SECRETARIAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE SAÚDE, afinal elas estão ai para isto... se funciona ou, são delas que você tem que cobrar, afinal, o que gastam em publicidade com futilidades, deveriam gastar com coisa seria... Marília Pera faz a parte dela, e com certeza muito bem feito, uma grande artista... Vai com Deus Marília... A UNICA COISA QUE É CERTO EM NOSSA EXISTÊNCIA É A MORTE...
  3. Avatar de marco2210

    marco2210

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    QUEM SABE agora, com a TRISTE morte de uma de nossas MAIORES ATRIZES, a globo se anima e volte a exibir no canal VIVA a novela BREGA E CHIQUE, que marcou a carreira da atriz em um de seus mais brilhantes personagens. SAUDADES ETERNAS!!
    1. Avatar de Espanho

      Espanho

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      Também acho, o Viva tem que repetir essa e outras grandes novelas que ainda não passaram lá. Seria uma boa homenagem para essa grande atriz.
  4. Avatar de Manguito_Osasco

    Manguito_Osasco

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    Muito triste! Perdemos o que tínhamos de melhor na dramaturgia!!
  5. Avatar de mrclopes

    mrclopes

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    Marília Pêra, congratulações pela sua brilhante trajetória. Agora desfrute de seu mais do que merecido descanso em paz.
  6. Avatar de Ozotoceros

    Ozotoceros

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    Uma ESTRELA da terra para uma ESTRELA no céu!
  7. Avatar de seth sp

    seth sp

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    Uma estrela que se apaga, para, sem dúvida alguma, renascer em outras paragens...E, lá num futuro, seu brilho persistirá, como um eco glorioso do passado, onde pessoas dirão a sorte que tivemos por termos tido a oportunidade de convivermos com pessoa de tanto talento, arte e gentileza...BRAVO, MARÍLIA!
  8. Avatar de fonseca.gb730312208

    fonseca.gb730312208

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    Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinhos... Essa... a alegria que ele quer Guimarães Rosa
    1. Avatar de plantando dá

      plantando dá

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      Prefiro acreditar, que ela esteja em paz, no lugar merecido, e junto ao Guimarães.
    2. Avatar de rosemayer

      rosemayer

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      Deus não toma ninguém não. Ele não faz mal nenhum para ninguém. Ou seja, ele não tira alguém da família que é muito mais importante para eles do que para Deus. Ele não precisa da pessoa para fazer as coisas dele, por isso ele criou os anjos. Veja Tiago 1:13 "Pois, com coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova a ninguém"
  9. Avatar de Tonyac

    Tonyac

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    Erro grosseiro e o seu. A reportagem está se referindo ao filme Tieta e não a novela.
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MARÍLIA PÊRA - MORRE EM SUA CASA NO RIO

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CRISTIANO ARAÚJO MORRE EM ACIDENTE DE CARRO


Cantor Sertanejo - Morre Cristiano Araújo em acidente de carro aos 29 anos

Do UOL, em São Paulo

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Cristiano Araújo (1986 - 2015)27 fotos

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23.jun.2015 - Em foto postada na madrugada de terça-feira (23), Cristiano Araújo aparece beijando a namorada Allana Moraes, que também morreu no acidente de carro. "Encerrando os trabalhos aqui em Salvador com minha flor... Agora 'simbora' para Goiás que amanhã a festa será em Itumbiara-GO!", escreveu no InstagramReprodução/Instagram/cristianoaraujo
O cantor e compositor sertanejo Cristiano Araújo morreu na manhã desta quarta-feira (24), aos 29 anos, após sofrer um grave acidente de carro. A namorada de Cristiano, Allana Moraes, 19, estava junto com ele e morreu no local. O velório do casal será aberto ao público no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia (e não mais no Ginásio Goiânia Arena), a partir das 19h. O enterro está marcado para as 11h de quinta-feira no cemitério Jardim das Palmeiras.

Conhecido pelos hits como "Maus Bocados", "Cê Que Sabe" e "Hoje Eu Tô Terrível", Cristiano Araújo era, ao lado de Gusttavo LimaLucas Lucco e Luan Santana, uma das revelações do sertanejo desta década e era conhecido por incluir o ritmo do arrocha em suas músicas.
Cristiano havia acabado de fazer um show na cidade de Itumbiara (a 200 km de Goiânia), na madrugada desta quarta-feira (24), quando o veículo em que estava capotou por volta das 3h na rodovia Transbrasiliana (BR-153), na altura do quilômetro 613, entre os municípios de Goiatuba e Morrinhos. 
O sertanejo chegou a ser levado em estado grave, com hemorragia interna, para o Hospital Municipal da cidade de Morrinhos. De lá, foi transferido de helicóptero, mas chegou ao Hugo (Hospital de Urgência de Goiânia) já em óbito.

Cristiano Araújo era uma das principais atrações desta quarta-feira no São João de Caruaru, tradicional festival de Caruaru, em Pernambuco. Ele deixa dois filhos, João Gabriel, de 6 anos, e Bernardo, 2.
A assessoria de imprensa do cantor divulgou um comunicado emotivo à imprensa. "A notícia mais triste que a gente poderia informar. O comunicado que nenhum de nós, jornalistas, gostaria de disparar. Mas é fato: ele se foi, foi para o braços de Deus, ao lado de seu amor. Comunicar uma verdade trágica dói e faz chorar com a alma. Mas a maior das verdades, caros colegas e amigos, é que um dia todos nós partimos. Esta é a certeza de todos nós. Foi a vez do Cristiano Araújo. Anjo de luz, que Deus te receba na Santa Paz! Como você cantava, 'o que temos pra hoje é saudade'!".

Falta de cinto de segurança
Marcos Antonio Costa/Futura Press/Folhapress
24.jun.2015 - Range Rover do cantor Cristiano Araújo, que morreu em acidente na BR 153, no km 614, entre Morrinhos e o trevo de Pontalina, em Goiás
O inspetor Fabrício Rosa, da Polícia Rodoviária Federal, disse ao UOL que evidências colhidas no local do acidente indicam que o casal estava no banco traseiro do carro e não usava cinto de segurança. "Allana foi arremessada a cinco metros de distância do carro, e o cantor também estava no chão, ao lado do carro. Eles provavelmente não usavam cinto [de segurança]. Já o motorista e o passageiro da frente, que estavam de cinto, sofreram apenas ferimentos leves", disse ele.
Ainda há a possibilidade de o motorista ter dormido ao volante, "mas isso é difícil de ser investigado, a não ser que ele diga. A nossa experiência demonstra que os motoristas cochilam ao volante depois de uma noite de trabalho. Eles vinham de uma série de viagens. Podemos dizer que o cansaço influenciou, mas não podemos confirmar isso". O motorista foi submetido ao teste do bafômetro e não estava alcoolizado.
Em comunicado, o Hospital de Urgência de Goiânia informou que "o cantor apresentava várias fraturas pelo corpo" e que "já chegou em óbito ao Hugo" --a morte foi constatada e registrada às 8h27 e as causas estão sendo investigadas pelo Instituto Médico Legal. Ao UOL o sargento Leandro Mariano, do Corpo de Bombeiros de Morrinhos, disse que, de acordo com a chamada Escala de Glasgow, que mede o nível de consciência de uma pessoa e que vai de 3 (pior cenário) a 15 (melhor cenário), o cantor foi resgatado do local do acidente no estágio 10, o que indica que ele estava em coma superficial.
Ainda segundo informações do sargento, o empresário do cantor, Victor Leonardo, estava no banco do passageiro, enquanto o segurança, Ronaldo Ribeiro, dirigia a Land Rover -- ambos tiveram ferimentos leves e passam bem. "O motorista disse que não sabia como aquilo tinha acontecido, e foi transportado pela ambulância da prefeitura de Goiatuba que passava pelo local. O corpo de Allana foi levado para o IML de Morrinhos", afirmou o sargento.

Trajetória
Cristiano Melo Araújo nasceu em Goiânia, no dia 24 de janeiro de 1986, cercado pela música sertaneja que sua família trazia como tradição. Aos seis anos, ganhou dos pais o primeiro violão e começou a se apresentar em festivais regionais.
Aos 10, fez sua primeira composição e, três anos depois, gravou seu CD de estreia, com apenas cinco músicas, para participar do programa "Domingão do Faustão". Ficou entre os melhores da região Centro-Oeste e integrou a coletânea "Jovens Talentos", o que impulsionou sua carreira.
Aos 17 anos, resolveu cantar como dupla. Chegou a gravar alguns trabalhos em CD, mas não teve o resultado esperado. Em 2010, seguiu novamente em carreira solo, desta vez com o CD e DVD "Efeitos", com participações de artistas de renome nacional, como Jorge (da dupla Jorge & Mateus), Gusttavo Lima e Humberto & Ronaldo. A música que dava nome ao projeto foi seu primeiro sucesso, somando 5 milhões de acessos no YouTube.
Com o primeiro hit, voltou ao programa de Fausto Silva, onde foi premiado por votação direta do público, e garantiu a sua participação em um dos maiores festivais sertanejos do Brasil, o Sertanejo Pop Festival 2012, que aconteceu em São Paulo.
Já eleito uma das revelações do sertanejo, lançou em 2012 o segundo álbum, "Ao Vivo em Goiânia", com participações de Bruno & Marrone, Fernando & Sorocaba, Israel & Rodolffo, seu pai João Reis, entre outros. Neste mesmo ano, chegou a ser preso por excesso de barulho em festa em um condomínio de luxo na região sul de Goiânia, mas foi solto mediante fiança.
Em 2013, Cristiano lançou o CD "Continua", com os sucessos "Maus Bocados" e "Caso Indefinido".
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Tragédias na música: lembre artistas que morreram em acidentes15 fotos

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Cantor conhecido pelo sucesso "Amor e Solidão" morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano, sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um show. O último show dele foi em São Bernardo do Campo, um dia antes do acidente Folhapress

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sábado, 13 de junho de 2015

FERNANDO BRANT MORRE EM BELO HORIZONTE.



A DEUS FERNANDO BRANT


Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

O compositor Fernando Brant morreu na noite desta sexta-feira (12/6), em Belo Horizonte, aos 68 anos, de complicações decorrentes de uma cirurgia de transplante de fígado. Submetido a uma primeira operação na terça passada, o músico teve rejeição ao órgão transplantado e passou por um segundo transplante, na madrugada de sexta. Ao longo do dia, sua saúde se deteriorou. A família confirmou a morte por volta das 21h40. Fernando deixa duas filhas, Isabel e Ana Luisa, e também um terceiro, Diógenes, seu 'filho do coração'. Ele deixa também dois netos e a esposa, Leise.

O enterro de Fernando Brant será neste sábado, no Cemitério do Bonfim.

Relembre a carreira de Fernando Brant

Fernando Rocha Brant nasceu em Caldas, no Sul de Minas, em 9 de outubro de 1946. Veio para Belo Horizonte aos 10 anos. Na infância, estudou no Grupo Barão Rio Branco, no Colégio Estadual Central e no Colégio Arnaldo, de onde se lembrava com carinho: “Era um negócio muito rígido, aquele negócio de castigo depois da aula, coisa assim. Mas era um colégio que tinha campo de futebol, piscina, jogava-se finca, bola de gude, que era tudo de terra em volta das salas de aula. Hoje está tudo cimentado”, disse Fernando em um depoimento ao Museu Clube da Esquina.


Luiz Alfredo/O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas

Conheceu Márcio Borges e Milton Nascimento na noite de Belo Horizonte. Os parceiros de Clube da Esquina tiveram afinidade imediata. “E o Milton é que depois me falou: “Eu vou ser amigo desse cara aí”. Pouco tempo depois, na porta do Maleta, o Zé Fernando nos apresentou. Aí a gente entrou no bar, sentamos à mesa e começamos a conversar. Depois fomos em outro, na praça Raul Soares. E nós passamos a noite inteira assim, conversando, rindo pra danar, e ficamos amigos. As duas versões estão certas, elas se completam”.

Milton se mudou para São Paulo em 1965, mas encontrava-se com Brant e Borges de 15 em 15 dias. Em um desses encontros, pediu para o amigo Fernando escrever uma letra para uma melodia triste que havia composto. De início, Brant relutou, mas a insistência de Bituca acabou por convencê-lo e assim nasceu 'Travessia'.

Brant custou para mostrar a letra ao parceiro. No escritório do pai, em casa, entregou a "encomenda" e os dois tomaram um vinho de Caldas para comemorar. Consta que o violão, emprestado por uma das irmãs de Fernando, ganhou o autógrafo de Bituca. A parceria não venceu o Festival Internacional da Canção (FIC), no Rio de Janeiro.'Travessia' ficou em segundo lugar, mas conquistou o Brasil.




O Clube da Esquina surgiu no fim dos anos 60, uma época marcada pela ditadura. Milton, Fernando, Ronaldo, Márcio e Lô Borges, o jovem montes-clarense Beto Guedes, Toninho Horta e o três-pontano Wagner Tiso souberam mesclar samba, toada, cantochão, jazz e rock.  Fernando Brant assinava a letra de 'Para Lennon e McCartney', parceria com Lô e Márcio Borges – conexão poética com o pop internacional. 'Aqui é o país do futebol', parceria com Milton, já trazia o Fernando engajado politicamente, que falava do Brasil vazio nas tardes de domingo, de olho no futebol e esquecido das agruras do cotidiano – e da política.

Em 1973, o disco 'Milagre dos peixes' contava com lirismo aperfeiçoado de Fernando Brant. Ele driblou a censura com a faixa-título, feita em parceria com Milton Nascimento: "E eu apenas sou/ um a mais/ um a mais/ a falar desta dor/ a nossa dor".

Depois disso foram dezenas de discos e clássicos escritos pelo letrista. 'Canção da América', 'Maria, Maria' ,'Ponta de areia', 'Nos bailes da vida', 'Raça' e 'Encontros e despedidas' são alguns exemplos. Militante da palavra, foi cronista do caderno EM Cultura, do Estado de Minas, até o ano passado. O livro 'O clube dos gambás'(Record) reuniu alguns textos publicados no EM. Casado com Leise Brant, o compositor deixa órfãs as filhas, Izabel e Ana Luiza, e milhares de fãs.